História do Bloco

BLOCO PESCOÇO DO PERU
Glu glu glu glu.. glu glu glu glu
Todo mundo quer pegar no Pescoço do Peru
Glu glu glu glu.. glu glu glu glu
Todo mundo quer pegar no Pescoço do Peru
               
História
O Bloco Pescoço do Peru nasceu exatamente em função da iguaria que leva o seu nome e que é muito valorizada no Estado do Espirito Santo, tendo como pano de fundo um Bar chamado Varanda Tropical,  que pertencia a um casal de nomes Marina e Luciano e localizava-se nas proximidades da Câmara Municipal de Rio das Ostras. Este bar, era um point das sextas-feiras,  onde as pessoas que finalizavam os trabalhos da semana iam para lá se distrair,  e fazer o seu Happy Hour, algumas pessoas às vezes iam só, outras acompanhadas com suas famílias, especialmente porque era servido alguns drinks interessantes e  sanduíches, motivo pelo qual despertava também o interesse de famílias com seus filhos.
Têty Barroso, hoje Presidente do Bloco, passou a frequentar este Bar com sua filha Desireé, que tinha 13 anos, sempre às sextas-feiras, quando ela encerrava o expediente de trabalho no artesanato e ali aguardava  o seu esposo  Luiz Lourenço (Tonho)  chegar de Macaé onde ele trabalhava, para então se encontrarem e fecharem a noite em família num ambiente tipicamente familiar.
Nesse período de frequência ao Bar, a Têty fez muitas amizades, e nesse interim a Têty conheceu Valter, Jacira, Maia, Marina e Luciano, Elias Belling (falecido), Lana e Cesar, Zuleica,  entre outros. Um certo dia, o  Valter viajou para o Espirito Santo, conheceu a iguaria pescoço de peru corado, assado, caldo, entre outros em um bar, e ele gostou tanto que aproveitou o fato de que nesse bar também vendia pescoço de peru congelado e comprou uns dez kilos e os levou para o Bar Varanda Tropical e ofereceu ao Luciano, o dono do bar,  para fazer como petisco. Esse ato tornou-se um hábito comum às pessoas, as quais levavam tira-gosto para serem preparados lá e bebiam os drinks do bar, os petiscos variavam entre bife cortados, moela, rabada, caso  não encontrassem o pescoço de peru que nesse caso, tornou-se o motivo principal dos encontros.
Em função da dificuldade de encontrar pescoço de peru nas redondezas, o Valter sempre trazia do Hiper Mercado do Rio de Janeiro, tempos depois passou a encontrar aqui em Rio das Ostras. Então, o pescoço era preparado, variando nas formas de apresentação, era coradinho, com batata e agrião, e as sugestões para incrementar foram surgindo, e a roda de amigos foi aumentando e os laços de amizade foram se estreitando a cada novo encontro, como uma grande família. Dessa forma, a comunidade surgiu e combinaram de que todas as segundas sextas-feiras de cada mês, considerando que era uma data para curtir o momento,  o pescoço do peru seria a iguaria da vez no Bar Varandas Tropical e foi criada a Comunidade do Pescoço do Peru no Orkut onde eram postadas as fotos dos encontros.
No ano de 2006, pois o bloco foi fundado em 08 /12/2006, Têty sugere brincando de sair o grupo no próximo Carnaval em forma de bloco e com o nome Pescoço do Peru,  e o Maia, Valtinho, Marina entre outros adoraram a ideia. Nisso, o Maia buscou fazer contato com Alan Machado que na época era Secretário de Turismo,  junto com o compositor Mestre Elias Belling, que também fazia parte do grupo, e que também gostou da ideia e assim ficou mais fácil dar continuidade na proposta do projeto, no qual pôde contar com o  Mestre Elias que durante a trajetória do bloco chegou a compor 7 sambas que foram os dos anos 2007, 2008, 2009, 2011, 2012, 2013 e 2014, mas infelizmente o Bloco perdeu este saudoso compositor em 2014, sendo assim, foi formado a ala de compositores que atuam junto ao bloco com Marcelo, Joãozinho, Jorjão e Viníciius.
E todos os envolvidos no projeto foram convidando outros amigos para as reuniões do Bloco, então chegavam  casais novos para conhecer e participar, e o pescoço do peru era servido e as pessoas ficavam meio sem graça de pegar na pescoço e então todo mundo ao redor dizia que era só  segurar no pescocinho do peru e curtir. E dessa brincadeira começou o motivo do samba, conforme a primeira letra:  Glu glu glu,glu,  todo mundo quer pegar no Pescoço do Peru, todo mundo quer provar o Pescoço do Peru, o Peru está na moda, no carnaval vai bombar, abre ala abre a roda deixa o Peru passar. Quando ele passa ele arrasta multidão, o Pescoço do Peru não é mole não. E o glu glu glu pegou.
Mesmo com pouco espaço de tempo, foi possível realizar o desfile, o Bloco conseguiu 50 camisas,  a Têty, por ser artista plástica e desenhista se propôs a construir o logotipo do Bloco, momento em que foi criado o primeiro mascote do Pescoço do Peru para ser apresentando no Carnaval, o desenho retratava apenas um pescoço sem asas ou pernas e parecia que ele tinha apenas um olho, mas na verdade era como se fosse a crista caída por cima de um dos olhos, e até hoje ele é assim, mas ficou bem acertado de que, se tudo desse certo, no próximo ano o mascote teria braços e pernas . O nome Juvenal também foi criado pela própria Têty, motivada por algumas particularidades em relação a aparência do mascote e o nome atribuído a ele, e o nome foi bem aceito e caiu na “boca do povo”.
Era exigência ter bateria para desfilar,  e  o  bloco não tinha, mesmo assim  Alan Machado concedeu a permissão, e o bloco desfilou sem bateria mesmo,  gravou-se o CD e colocou-o no carro de som, o qual tocou  o samba que o Mestre Elias compôs. O bloco Desfilou domingo no centro, segunda-feira em Costa Azul e Terça-feira na Lagoa de Iriry.  A figura do Juvenal ficou com 2 metros de altura e foi novidade uma na Cidade e os foliões gostaram tanto,  que até fotos com o mascote eles faziam questão de tirar. O Juvenal a cada ano sai vestido a caráter de acordo com o tema apresentado, mas infelizmente nos Carnavais de 2016 e 2017 o Juvenal não desfilou por motivo de força maior.
A sugestão das músicas do bloco tem dois lados, e por isso,  sempre  são criados  temas voltados para duas questões, que é o lado da brincadeira do Carnaval e a parte voltada para a conscientização político, sócio-ambiental e cultural. Hoje, o Bloco Pescoço do Peru é um dos melhores blocos aqui de Rio das Ostras, pois ele se apresenta completo, com passistas, Rei e Rainha da bateria, Porta- bandeira e Mestre sala e praticamente, todos os anos, ele consegue fechar a Avenida de Costa Azul devido a tanta gente.
O número de pessoas adeptas do bloco foi aumentando e as sugestões de melhorias foram surgindo,  acrescentou-se o slogan, Algúem Tem Que Ser Feliz, o qual também foi definido pela Têty, as funções foram determinadas e o  conselho  foi criado,  onde cada um contribui com um valor que no início era de R$ 5 reais cada. Hoje cada componente da diretoria paga 25 reais para manutenção do Bloco.  Têty Barroso atua desde o início da formação do bloco como Presidente, mas houve um período em que o Sr. Valter passou a ser o Presidente, que durou 2 anos, e  Têty Barroso retomou o cargo, o qual mantém até hoje.
Quando o grupo ficou sabendo que a Prefeitura disponibilizava subsídio para os blocos desfilarem, foi necessário  ajustar as condições para que o bloco se tornasse apto, pois de acordo com a liga das escolas de samba, havia  exigências de requisitos mínimos para conquistar o direito, e o principal deles era ter uma bateria, havia outros itens mas, a bateria era o principal de todos. Então, para montar a bateria o Luiz Lourenço (Tonho),  sugeriu que uns e outros doassem equipamentos para montar e assim foi feito:  (um deu 2 surdões, outro 2 repiques, outro 2 caixas..., e assim foi).  
O primeiro Mestre de Bateria se chamava Nogueira, ele era guarda vida do corpo de bombeiros na Lagoa de Iryry, local onde houveram os primeiros ensaios do Bloco. Nogueira apresentou  o Mestre Adilson e o Mestre Pedro Sérgio, para ajudar nos ensaios do Bloco e algum tempo depois o Nogueira saiu do Pescoço e Têty Barroso foi ao encontro do Mestre Adilson e conversou com ele usando da sinceridade de que o Bloco não teria dinheiro para pagar pelos serviços e que estava precisando de Mestre de bateria e se ele aceitaria fazer parte do grupo, e ele aceitou. Mestre Adilson está até hoje(2017) no Bloco e é muito querido por todos.
O Bloco Pescoço do Peru completou seus 10 anos de existência em 2016 - (2007 a 2016), mesmo  com todas as dificuldades financeiras e com a crise, buscando os patrocinadores para manter-se de pé. A instituição é mantida por seus diretores e amigos do bloco que fazem doações nas mais diversas formas, ou seja,  prestam serviços, cedem materiais, cedem espaços entre outros voluntariamente. No decorrer desses 10 anos que se completaram em 2016, o Bloco sempre desfilou mantendo a tradição cultural e familiar pela qual ele foi e é movido. Foram 10 desfiles com temas conforme as 10 letras de sambas feitas especialmente para o Bloco, as quais abordam assuntos na forma de orientação e educação nas mais diversas formas.

Durante o ano o projeto atua somando com outros projetos dentro da cidade, e também realiza eventos como Arraiá Caipira, Festa a Fantasia com Carnaval fora de época e a Feijoada do Pescoço, ambos com o intuito de angariar fundos para manter-se de pé. Os ensaios iniciam geralmente em outubro ou novembro nos finais de semana e além de movimentar o local, provoca o consumo, aumentando a geração de renda dos estabelecimentos locais. 

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